Júri ESC Brasil: Conheça melhor Romero Ferro!


Mesmo falando de Eurovision, somos um site brasileiro e queremos um artista da nossa terra no júri do Melodifestivalen 2017. O escolhido é uma das promessas da nossa música:

Romero Ferro

O pernambucano já lançou um EP e, no ano passado, seu álbum de estreia “Arsênico”. Apesar de suas músicas serem no estilo pop rock, ele mostrou sua versatilidade cantando no Carnaval de Recife e Olinda, e mostrou seu desejo em gravar frevo. O cantor falou com a gente sobre sua carreira, suas músicas, e também acerca de Melodifestivalen e Eurovision. Confira!

1. Olá Romero, tudo bem? Primeiramente, muito obrigado por aceitar nosso convite, estamos muito satisfeitos em recebê-lo em nosso site. Eu gostaria que você falasse um pouco do início da sua carreira. Você é claramente um artista da nova música brasileira, mas o que realmente fez você despertar seu interesse em música? Quais artistas você apontaria como influência?

Olá pessoal, é um prazer imenso tá fazendo parte do Melodifestivalen! Vamos falar sobre música! Eu não lembro de uma época na minha vida, em que a música não estivesse presente. Desde sempre falava para mim mesmo que era isso que eu queria, e com o passar do tempo tudo foi se concretizando. É uma ligação que eu nem sem explicar, mas me sinto a pessoa mais feliz do mundo quando estou no palco, e essa sensação não tem preço. Meus pais escutavam muitas músicas, e eu aprendi a escutar com eles, acaba que tudo exerce um pouco de influência sobre mim. Mas se fosse para citar nomes, diria com certeza Cazuza, Tim Maia, Luiz Gonzaga, Capiba, Lulu Santos, Rita Lee, Cartola.

2. Você foi apontado pelo O Globo como um dos responsáveis por revitalizar a música pernambucana, principalmente o frevo. Mas seu álbum mais atual é essencialmente pop. Você teria interesse em gravar no futuro um álbum totalmente no estilo frevo?

Sim, tenho total. O frevo é contagiante, e isso me atrai. Tenho planos para fazer um EP, ou talvez um disco, apenas voltado para o frevo e mais outros ritmos pernambucanos. É algo que está pulsando em mim há um tempo, e eu quero colocar para fora!

3. Suas composições são muito bem elaboradas, me parece que você descreve relatos da sua vida nas letras. Eu poderia pedir que você contasse a história por trás de “Só”, “Dois” e “Cidadão perdido”, que me chamaram bastante atenção, mas eu prefiro que você nomeie a música que representa melhor a vida do Romero Ferro no álbum.

Primeiramente obrigado! As canções mesclam um pouco da minha vida, com a vida de outras pessoas. O que eu observo, imagino, viajo… Compor me leva para lugares infinitamente diferentes, as vezes mais sombrios, mais dolorosos, mais mágicos. É sinestésico! “Só”, “Dois” e “Cidadão Perdido” falam de relacionamentos, todos diferentes. “Só” começa no inicio de um fim, naquele momento em que é preciso seguir, mesmo sem forças. A solidão também é necessária, ela ensina e te engrandece. “Dois” me coloca na posição de espectador de um relacionamento, um relacionamento denso e abusivo. A ideia para essa canção surgiu depois de observar tantos casais atuais, a maneira doentia como eles se tratam, como se um fossem propriedade um do outro. Na música eu levo essa situação à um contexto mais extremo, por isso queria que ela fosse forte. “Cidadão Perdido” é uma canção para os arianos, eu sou ariano, e nós somos muito instáveis em sentimentos. É como se essa canção tivesse sido escrita por alguém que estivesse se relacionando com um ariano. O eu lírico sempre se pergunta: “o que é que te interessa? o que é que te dá saudade? Eu tenho a sensação de estar perdido nas ruas da tua cidade”. A gente vive isso constantemente, estar perdido dentro da cidade do outro.
O álbum inteiro diz muito sobre a minha vida, o que eu penso, sinto e tenho vontade de dizer. Mas talvez, a música “Solidão é Nada” trás uns ensinamentos que eu quero lembrar sempre, e levar adiante. Ela tem umas frases que podem ser repetidas todos os dias, como um mantra.

4. Eu percebo uma mudança forte no arranjo das suas músicas entre o seu primeiro EP “Sangue e Som” e álbum “Arsênico”. Você diria que seu trabalho atual é mais maduro, mesmo os dois tendo só três anos de diferença? O que mudou na vida, no coração, e na alma do Romero Ferro entre “Sangue e Som” e “Arsênico”?

Nossa, eu posso te garantir que são trabalhos completamente diferentes, e eu sinto que o “Arsênico” é completamente mais maduro, em todos os sentidos. O “Sangue e Som” abriu os caminhos para mim, é um registro emocional daquele momento. Ele tem a verdade dele, e ele me fez crescer, para eu poder chegar ao “Arsênico”. Alcancei maturidade técnica, lírica e emocional para esse novo trabalho, é até o momento meu melhor registro. Eu espero que ele me faça crescer ainda mais, e que o próximo álbum seja ainda mais honesto e maduro.
Parecem que duas pessoas diferentes escreveram os dois trabalhos, e eu acho isso engraçado. O “Arsênico” aborda questões pessoais, sociais e políticas que há 3 anos eu não explanaria. E eu ainda contei com a parceria do produtor Diogo Strausz, e do arranjador Amaro Freitas. Foi uma união linda!

5. Entre todas as suas músicas, ao “Ao fim” me chamou atenção pelo clima nostálgico, e o arranjo me parece mais simples que das outras músicas. O vídeo no youtube tem muitos comentários de fãs que se sentiram tocados, e inclusive relacionam a música com seus relacionamentos. Essa música relata alguma história pessoal? Você pode contar um pouco desse caso para gente?

Relata sim. Estava envolvido fortemente com alguém, e terminamos. Fiquei super mal, e peguei o violão para compor. Foi nesse dia que eu percebi que tudo na vida tem início, meio e fim. Que o “para sempre” existe naquele momento, e não por uma eternidade. Juntei esses pensamentos e escrevi a canção, e é algo que sempre toca as pessoas, por que todo mundo passar por isso em algum momento. Eu me sinto muito feliz e lisonjeado quando vejo a relação das pessoas com essa canção, ela é muito importante para mim. Música é isso, tocar outros corações, outros universos!

6. Outra música que chama atenção é “Dois”, ela é um pouco diferente das outras músicas do “Arsênico”. Ela segue o padrão pop, mas o arranjo parece ser um pouco mais ousado, tem um clima dramático e melancólico. O que inspirou você e sua equipe a produzir essa música?

“Dois” vem de um leva de canções mais experimentais minhas, eu não achava que ela entraria no disco, foi uma escolha do Diogo. Ele queria que ela mostrasse um lado diferente meu, mais sombrio, mais poético, mais impreciso. Foi bonito gravá-la, e ouvi-la depois. Tenho vontade de fazer algo mais experimental algum dia, e “Dois” anuncia isso.

7. Você faz música brasileira, mas está sendo convocado para analisar música europeia. O que você conhece acerca da música do velho continente? Existe algum artista específico da Europa que você seja fã?
Eu acho isso maravilhoso, vai ser um aprendizado para mim! Escuto mais canções brasileiras, normalmente. Mas estou sempre ligado em tudo o que vem acontecendo lá fora. Uma banda que me inspirou fortemente nesse último disco, foi A-ha! Sou louco por eles! Posso citar certamente o mestre David Bowie, The Beattles, Depeche Mode, Ultravox, Florence and The Machine, Lily Allen… e por aí vai.

8. Você já tinha ouvido falar do Melodifestivalen e do Eurovision antes? Essa ideia de festivais musicais foi abolida da TV brasileira, mas revelou grandes nomes como Chico Buarque. O que você acha desse tipo de competição musical? Estaria disposto a concorrer no futuro?

Ainda não tinha ouvido falar do festival, mas fui logo pesquisar sobre ele. Acho importante demais ainda existir eventos desse porte. Os festivais no Brasil revelaram grandes compositores e intérpretes. É uma pena isso não ocorrer mais aqui. E claro que eu toparia concorrer no futuro sim, seria um honra!

9. Quais os planos de Romero Ferro para 2017?

Em 2017 a gente vai circular ainda mais com o “Arsênico”, para outras capitais do Brasil, e quem sabe para a Europa também?! Estamos negociando uma primeira turnê internacional, eu espero que role ainda este ano. Além disso, lançaremos mais clipes, e expandiremos todo o trabalho.

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