ESC Brasil avalia: quem deve vencer o Söngvakeppnin?


Neste sábado (11), mais uma seletiva nacional chega ao fim. Desta vez, é o Söngvakeppnin, programa que seleciona o representante da Islândia no Eurovision Song Contest, que acontecerá neste ano em Kiev, na Ucrânia.

A grande final do Songa, como carinhosamente chamamos aqui no Brasil, contará com sete propostas. Seis delas saíram das semifinais e uma conseguiu a classificação na última hora por conta de um wildcard (Hildur, de “Bammbaramm”). Os votos serão divididos igualmente entre júri e público, como nas semifinais. O que muda na final é que todas as faixas serão cantadas em sua versão traduzida para o inglês, visando um formato que seria ideal para o Eurovision.  Também teremos uma Super Final, que contará com as duas músicas mais bem colocadas depois do anúncio do resultado geral,desta vez  batalhando unicamente pelo voto do público.

O ESC Brasil ficou tão surpreso com a qualidade musical do Söngvakeppnin que resolveu convocar seu júri formado por editores do site para comentar as músicas que irão participar, apontando o possível resultado da grande decisão de sábado. Alex Tavares, Eduardo Lobo, Matheus Rodrigues, Victor Lopes e o convidado Raphael Teixeira irão compartilhar suas opiniões sobre as sete faixas finalistas, distribuindo seus 12 pontos, como na tradição eurovisiva! Para a simulação do televoto, verificamos a popularidade das faixas no Youtube e no Spotify, atribuindo pontuações da mesma forma. Partiu Reykjavik?

 

Aron Hannes – Tonight

Victor: O show já vai começar com a música preferida, a princípio, do público islandês. Tem que ser grande! O Aron é (MUITO) bonito, tem uma presença de palco ótima, canta super bem e, para completar, “Tonight” é uma música muito boa de ouvir! Gostei da apresentação, mas senti que falta algo. Ele precisa se esforçar um pouco mais para vencer. Seria uma ótima proposta da Islândia para o ESC!

Raphael: Uma música super contagiante e catchy. Uma das melhores performances de longe, com aquela coreografia super descolada e com uma boa presença de palco, não ficaria surpreso com a vitória.

Matheus: “Tonight” é extremamente divertida, viciante, conta com uma letra redondinha e uma produção fresca como ventinho no verão caribenho (nhac!). No palco, ele sustenta uma performance vocal bastante consistente, que traz mais vida ainda para a música. Ficaria felicíssimo em ver ele em Kiev. Passa o número, Aron!

Eduardo: Existe um hype nessa música, mas não entendo muito. Consigo visualiza-la tocando em rádios e sendo um hit, mas não no palco do ESC.

Arnar Jónsson & Rakel Pálsdóttir – Again

Eduardo: Assim como todo mundo, os vocais são ótimos, porém a música não conseguiu ter uma certa relevância em si. Duvido que se qualificaria para a final, então… deixa ela aqui mesmo.

Alex:

Pontos Positivos: Belíssimo dueto, canção tocante e a apresentação foi simples e eficaz.

Pontos Negativos: não seria bom a Islândia escolher mais uma balada no meio de várias.

Victor: A performance de “Again” é cheia de força e emoção. De longe, é uma das minhas preferidas da final. O Arnar e a Rakel têm uma sintonia e presença de palco muito boas, mas não sei se em um Eurovision cheio de baladas essa entrada se destacaria. Mesmo assim, espero um número cativante e algumas lágrimas rolando neste sábado.

Aron Brink – Hypnotised

Raphael: Essa performance foi bem atrativa. Me lembrou muito Haba Haba (Noruega 2011), mas o que acabou o encanto foi o vocal do Aron: não era dos melhores e perdia o fôlego com muita facilidade.

Victor: O Aron Brink proporcionou um dos momentos mais divertidos da seletiva islandesa deste ano! A apresentação inteira foi tomada de alegria e frescor, invocando o clima de positividade que a música transmite. Acho que ele pode se destacar em Kiev, ainda mais com aquela coreografia (vamos aprender!).

Eduardo: Os vocais do garoto são bem inconsistentes, mas ele consegue se sair bem nesse tipo de música. Tem um ar de que ganharia um JESC, mas “Hypnotised” é tão cativante que conseguiria pegar um Top 10 no Eurovision também.

Hildur – Bammbaramm

Eduardo: É a música mais fofa da edição e bem chiclete também, se não fosse por Svala, Hildur estaria no meu primeiro lugar nesse top. Bammbaramm tem uma produção e vocais super bem definidos e feitos. E assim como a música de Aron Brink, é extremamente cativante e animada, o que faria se diferenceiar de todos na competição.

Matheus: Bammbaramm me lembra muito “Feel Me Now”, música de Ariadne na seletiva estoniana. Ambas têm um apelo popular, mas vão crescendo lentamente no nosso gosto, já que são lineares demais. Não acho que faixas assim funcionem bem no Eurovision, já que não se tem mais que duas chances para que o artista apresente a sua música. Até a gente começar a cantarolar, já acabou o programa. Não sei se odeio ou se amo o staging, mas definitivamente não deve terminar em último.

Alex:

Pontos Positivos: A música mais radiofônica das finalistas. Sem contar que a garota é carismática.

Pontos Negativos: Por ser salva pelo wildcard, pode ser que não tenha muitas chances de vitória. Sem falar que precisa melhorar muito no staging

Runar Éff – Make Your Way Back Home

Matheus: Já pensou numa festa com Creed e Nickelback no centro de Reikjavik? Bem vinda a “Make Your Way Back Home”, faixa que é lembrada pela performance vocal marcante de Runar. Porém, o staging é simples demais, fazendo com que ela seja favorita ao último lugar. Na batalha das baladas, Arnar e Rakel parecem ser mais completos.

Victor: Não tenho muito a dizer sobre esta música. Acho a proposta bem esquecível, uma performance mega mediana, que não chamaria a atenção em nada no Eurovision (a nao ser pelo boy, rs). Acho que fica nas últimas posições.

Alex:

Pontos Positivos: Melhor voz masculina do festival.

Pontos Negativos: Ele se apresentar com a versão em inglês na final, que é um pouco inferior ao islandês.

Svala – Paper

Eduardo: Svala tem a música e os vocais mais consistentes da competição, além disso, teve muita atitude e um estilo bem único na apresentação da semifinal. Mesmo não sendo uma música agitada, coisa que o Eurovision 2017 está em falta, a música consegue se diferenciar das outras. Ou seja, Svala além de ser a favorita do público, tem todo o motivo de ser.

Raphael: Ai gente, o que dizer dessa performance? Uma palavra só pode resumir tudo: PERFEITA. Svala tem um live perfeito e esses movimentos que só ela sabe fazer, fora a originalidade da música… Merece muito ganhar.

Victor: A proposta da Svala é, musicalmente, a melhor que a Islândia apresentou. Entretanto, um possível problema que eu já previa aconteceu durante as semifinais: com um conceito um pouco difícil de traduzir visualmente, a performance não teria o impacto esperado. Dito e feito. O número foi o suficiente para levá-la a final, mas dificilmente ela irá tão longe, talvez nem passe para a Super Final. Se ela for a vencedora, acredito que o país terá problemas em Kiev.

Matheus: AMEM SVALA! “Paper” inegavelmente é a melhor música da seletiva islandesa, apresentando letra interessante e uma produção que poderia ser facilmente encontrada nos últimos projetos de Carly Rae Jepsen. Porém, o pilar desta faixa é a inesquecível e virtuosa performance vocal de Svala. Você se sente mal por ela se sentir como um papel, entendem? Infelizmente, a performance não conseguiu acompanhar a qualidade da faixa, que foi um show de frustrante simplicidade, mas ainda recebe meus 12 pontos e pensamentos positivos.

Daði Freyr Pétursson – Is This Love?

Eduardo: O que é isso, gente?

Alex:

Pontos Positivos: …

Pontos Negativos: O restante. HAHAHA Mas um destaque forte é o figurino bizarro do cantor e dos backing.

Matheus: Daði trouxe uma vibe “Hot Chip” para o Songa, meu amor! A letra de “Is This Love?” é bastante comum, mas se conecta com a persona do artista. Além disso, o vocal combina com a produção da faixa, que soa até um pouco ousada para o que geralmente ouvimos no Eurovision. Porém, a cereja no bolo é o carisma geral trazido por Daði na performance, explorando uma estética geek que faz com que esta faixa clichê pareça a mais original da competição. Power to the Icelandic Nerd!

 

VOTOS DO JÚRI ESC BRASIL

Uma coisa é falar. Outra coisa é votar, não é mesmo? Veja como os nossos lindos comentaristas distribuíram seus pontos:

Público + Júri

Como dito no início, simulamos a preferência do público utilizando o número de plays de cada música no Spotify e no Youtube. Atribuímos pontos, de 1 a 12, para as faixas em ordem crescente, como com o júri. Veja as tabelas com as visualizações de cada faixa, junto com o resultado geral logo abaixo:

Spotify (soma dos plays das faixas em islandês + inglês)

Youtube (soma dos plays das faixas em islandês + inglês)

E a nossa vencedora é…

Svala – Paper

Quase unanimidade entre o júri e público, Svala é a nossa favorita para a vitória na Grande Final do Söngvakeppnin! Svala tem 40 anos e nasceu em Reikjavic, capital da Islândia. Ficou conhecida após lançar a música “The Real Me”, em 2011. Desde lá, lançou dois álbuns e se tornou técnica no The Voice em 2015. Bem, chega de enrolação! Confira a performance de “Ég veit það”, versão islandesa de “Paper”:

O que achou do resultado? Não esqueça de comentar!

Like it? Share with your friends!

54
What's Your Reaction?
Raiva Raiva
0
Raiva
Legal Legal
1
Legal
AMO AMO
4
AMO
O QUÊ? O QUÊ?
0
O QUÊ?
NÃAAAO! NÃAAAO!
0
NÃAAAO!
Fofo Fofo
0
Fofo
Flop Flop
0
Flop
WIN WIN
0
WIN

Comments 1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ESC Brasil avalia: quem deve vencer o Söngvakeppnin?

log in

reset password

Back to
log in
Free WordPress Themes
Choose A Format
Personality quiz
Trivia quiz
Poll
Story
List
Meme
Video
Audio
Image